O fim de parte do trabalho e a disputa pela atenção humana
O fim de parte do trabalho e a disputa pela atenção humana
Se as máquinas fizerem cada vez mais do que antes chamávamos de trabalho humano, para onde irá a atenção liberada?
Durante séculos, grande parte da vida humana foi organizada por uma pergunta:
como sobreviver?
Trabalhar.
Receber.
Pagar.
Produzir.
Garantir comida.
Garantir moradia.
Garantir o futuro dos filhos.
O trabalho não ocupa somente as horas em que trabalhamos.
Também ocupa antecipações:
a próxima conta,
o próximo salário,
o medo de perder o emprego,
o prazo,
a dívida,
aquilo que ainda precisamos produzir.
Na hipótese da Consciência 5D da BrainLatam, essas preocupações não são palavras abstratas flutuando fora do organismo. Elas participam de configurações materiais distribuídas no espaço 3D real do Corpo-Território: atividade neural, metabolismo, estados autonômicos, tensão, memória, expectativa, atenção e movimento.
Agora algo começa a mudar.
IA pode transformar o trabalho antes de eliminá-lo
Um estudo conjunto da OIT e do Banco Mundial estimou em 2024 que entre 26% e 38% dos empregos na América Latina e no Caribe poderiam ser influenciados pela inteligência artificial generativa. A conclusão não é que todos esses empregos desaparecerão. Em muitos deles, tarefas serão transformadas, automatizadas ou reorganizadas. (International Labour Organization)
O Índice Latino-Americano de Inteligência Artificial 2025, desenvolvido pelo CENIA do Chile e pela CEPAL, mostra que a adoção da IA já avança rapidamente na região, embora permaneçam desigualdades de infraestrutura, formação e governança. (CEPAL)
A pergunta BrainLatam, portanto, não é:
quando o trabalho humano terminará?
É outra:
se progressivamente precisarmos de menos trabalho humano para produzir aquilo de que necessitamos, para onde irão os movimentos, a atenção e o tempo antes organizados pelo trabalho?
Devolver renda não é ainda devolver liberdade
Na proposta BrainLatam, o Drex Cidadão diário funcionaria como uma infraestrutura universal de pertencimento material.
Não porque alguém provou pobreza.
Mas porque pertence à comunidade política.
É importante distinguir nossa hipótese do Drex atualmente desenvolvido pelo Banco Central. O projeto oficial é uma infraestrutura digital para transações e ativos programáveis; usuários finais ainda são simulados no Piloto. O Drex Cidadão é uma proposta BrainLatam, não uma política existente. (Banco Central do Brasil)
O Rendimento Bioma acrescentaria outro princípio:
parte da prosperidade deve depender da continuidade das condições territoriais que tornam a vida possível.
A renda deixa de depender exclusivamente da necessidade de produzir cada vez mais.
Mas resolver a urgência econômica não resolve automaticamente a liberdade humana.
Porque um Corpo-Território pode receber tempo e continuar repetindo exatamente os mesmos movimentos que aprendeu.
Yãy hã mĩy: imitar para transformar
Entre os Tikmũ’ũn, Isael e Sueli Maxakali apresentaram Yãy hã mĩy como transformação. Nas narrativas levadas à exposição Mundos Indígenas, imitação e transformação aparecem relacionadas: seres, animais, plantas e pessoas transformam-se; imitar participa dessa dinâmica. A formulação pertence ao mundo Tikmũ’ũn e não deve ser reduzida a uma teoria neurocientífica ocidental. Trabalhos da UFMG continuaram apresentando essa perspectiva em publicações recentes. (UFMG Música)
A BrainLatam chama de Yãy hã mĩy Estendido uma extrapolação própria:
observamos
→ imitamos
→ repetimos
→ aprendemos
→ incorporamos.
O movimento que antes exigia atenção pode tornar-se repertório.
Chamamos operacionalmente essa confiança incorporada de:
Fé Corporal.
Não é necessariamente religião.
É o Corpo-Território deixando de reconsiderar conscientemente cada passo de algo que aprendeu a fazer.
Isso é indispensável.
Sem alguma Fé Corporal precisaríamos reaprender a caminhar a cada manhã.
Quando a Fé Corporal vira Fé Cega
O mesmo mecanismo que produz eficiência pode produzir fechamento.
Uma solução funciona.
Então repetimos.
Ela continua funcionando.
Paramos de procurar.
Na BrainLatam usamos a metáfora do:
Ótimo Local.
Um ótimo local não precisa ser falso.
É uma solução suficientemente eficiente numa região do problema para que deixemos de explorar outras regiões. Esse conceito já foi aplicado pela BrainLatam às crenças e aos repertórios perceptivos, como metáfora explicitamente inspirada em problemas de otimização. (brainlatam)
Então:
“isto funciona”
pode transformar-se em:
“isto é a única maneira.”
E depois:
“isto sou eu.”
É aí que a Fé Corporal pode transformar-se naquilo que chamamos de Fé Cega.
Isso pode acontecer com uma religião.
Mas também com uma teoria científica.
Uma ideologia.
Uma profissão.
Um modelo econômico.
Uma rotina.
Ou um algoritmo.
O problema não é acreditar. É perder a possibilidade de comparar.
Você também pode ser massificado pelas percepções que não teve
Aqui aparece uma das principais preocupações da BrainLatam:
você pode ser massificado pelas percepções que não teve.
Não precisamos imaginar alguém secretamente controlando tudo.
Toda comunicação seleciona.
Um jornal escolhe acontecimentos.
Uma plataforma ordena conteúdos.
Uma escola escolhe currículos.
Uma religião escolhe símbolos.
Um governo comunica prioridades.
Uma empresa apresenta seus interesses.
Selecionar não significa necessariamente mentir.
Mas significa que:
aquilo que chegou até nós nunca é igual a todas as possibilidades que poderiam ter chegado.
O pesquisador chileno Sebastián Valenzuela mostrou em 2024 como algoritmos passaram a exercer funções comparáveis às de editores, participando da definição daquilo que ganha visibilidade nos ambientes digitais. Ele também defendeu maior “consciência algorítmica” por parte dos cidadãos. (SciELO)
Para BrainLatam, esse ambiente constitui o:
Território Informacional
Quem organiza repetição, prioridade e visibilidade não precisa decidir aquilo em que acreditaremos.
Pode modificar aquilo que teremos oportunidade de perceber suficientemente para pensar.
Libertar o trabalhador da fábrica não basta
Imagine agora que IA e robôs reduzam drasticamente o trabalho repetitivo.
Drex Cidadão diminui a insegurança econômica.
Rendimento Bioma reduz a vantagem de produzir excesso.
Oito horas são devolvidas.
O que acontece?
Se essas oito horas forem imediatamente preenchidas por:
feeds infinitos,
publicidade,
vídeos,
jogos,
consumo,
comparação,
conteúdo produzido continuamente por IA,
talvez tenhamos libertado o corpo da fábrica sem libertar a percepção.
Por isso:
tempo livre não é necessariamente tempo perceptivamente livre.
Uma sociedade pós-trabalho precisará desenvolver aquilo que chamamos de:
Soberania da Atenção
A capacidade de reconhecer:
o que está capturando minha atenção?
o que está sendo repetido?
o que quase nunca aparece?
qual emoção está sendo mobilizada?
quais outras perguntas poderiam existir?
Educação emocional torna-se infraestrutura democrática
Uma sociedade que reduza trabalho repetitivo precisará educar para algo diferente de apenas produtividade.
Em 2024, pesquisadores chilenos revisaram a literatura sobre emoção e aprendizagem e destacaram como estados emocionais influenciam comportamento, disposição para aprender e desempenho social e acadêmico. (SciELO)
Educação emocional, para BrainLatam, não significa ensinar qual emoção alguém deve sentir.
Significa aumentar diferenciação:
o que estou sentindo?
de onde pode vir isso?
o que meu corpo está fazendo?
qual interpretação estou repetindo?
Quanto maior o repertório perceptivo, menor a necessidade de permanecer dentro de um único ótimo local.
Prosperidade Bribri: produzir valor sem produzir excesso
Aqui entra nossa proposta de Prosperidade Bribri.
O nome é uma formulação BrainLatam inspirada no diálogo com perspectivas Bribri e não uma definição atribuída ao povo Bribri.
O pesquisador costa-riquenho David Arias-Hidalgo publicou em 2023 um trabalho decolonial baseado em uma abordagem da noção Bribri de buen vivir. Pesquisas recentes realizadas junto a lideranças Bribri também mostram que sofrimento, existência, coletividade e ordem espaço-temporal não são adequadamente compreendidos quando reduzidos ao indivíduo isolado. (Tecnológico de Costa Rica)
Nossa Prosperidade Bribri seria semelhante ao horizonte de Lixo Zero:
não perguntar apenas:
quanto conseguimos produzir?
Mas:
quanto valor para a vida conseguimos produzir sem deixar excesso para o futuro metabolizar?
Água reaproveitada.
Circularidade.
Menos resíduos.
Mata protegida.
Produção local.
Energia limpa.
Bioma recuperado.
Pesquisadores colombianos mostraram em 2023 o crescimento acelerado das pesquisas sobre economia circular na América Latina, evidenciando a busca regional por alternativas ao modelo linear de extrair, produzir e descartar. (PubMed Central (PMC))
A Prosperidade Bribri BrainLatam acrescenta:
prosperidade é aumentar a possibilidade de vida do Corpo-Território e do bioma, não apenas aumentar a quantidade de coisas produzidas.
Liberar representações pode mudar o tempo vivido
Hoje várias representações permanecem pré-ativadas continuamente:
salário,
dívida,
prazo,
emprego,
sobrevivência.
Se essas representações forem ativadas com menor frequência, podem perder prioridade e intensidade fenomenológica.
Isso não significa que áreas cerebrais “fiquem vazias”.
Na hipótese 5D, significa que determinados movimentos materiais deixam de dominar o conjunto de diferenças que ganha qualia.
E outros movimentos podem ganhar espaço.
O brasileiro André Cravo e colaboradores demonstraram em 2022 que a experiência subjetiva da passagem do tempo varia com condições vividas e estados afetivos. Em 2024, Bueno, Nobre e Cravo mostraram com EEG que intervalos fisicamente idênticos envolvem processos temporais parcialmente diferentes conforme aquilo que o participante precisa fazer com eles. (eNeuro)
A ciência não demonstra nosso mecanismo 5D.
Mas permite perguntar:
se mudarmos aquilo que continuamente ocupa atenção e antecipação, também mudaremos a experiência do tempo disponível?
Talvez precisemos de tempo para sair dos nossos ótimos locais
Yãy hã mĩy Estendido nos ajuda novamente.
Aprendemos repetindo para não precisar descobrir tudo de novo.
Mas uma sociedade pós-trabalho talvez precise fazer também o movimento inverso:
ter tempo para voltar a descobrir aquilo que a repetição deixou de nos permitir perceber.
Máquinas podem nos libertar de parte do trabalho.
Drex Cidadão pode nos libertar de parte da urgência econômica.
Rendimento Bioma pode nos libertar da necessidade de produzir excesso.
Mas apenas perceber nossos próprios ótimos locais pode começar a nos libertar das formas de Ser que aprendemos a repetir.
E então aparece a transcendência
O que fazer quando sobreviver não ocupa mais quase todos os movimentos?
Aqui Neurociência, Política e Religião finalmente se encontram.
Pesquisadores brasileiros José Mauricio de Carvalho e Alexander Moreira-Almeida retomaram em 2024 Viktor Frankl para discutir sentido existencial, espiritualidade e o chamado inconsciente espiritual. A dimensão noética em Frankl não obriga adesão a uma religião institucional específica. (PubMed)
BrainLatam propõe uma:
Transcendência Laica
Não uma religião estatal.
Não ateísmo obrigatório.
Não sincretismo imposto.
Mas condições para que cada Corpo-Território encontre sua própria linguagem de transcendência.
Deus.
Ancestralidade.
Natureza.
Arte.
Ciência.
Comunidade.
Silêncio.
Ou nenhuma formulação religiosa.
A transcendência não exige destruir nossos ótimos locais. Exige conseguir percebê-los como locais.
Tempo livre precisa ir além da imaginação que recebemos
Até nossa imaginação foi aprendida.
Imaginamos futuro com palavras, imagens e possibilidades que encontramos.
Ailton Krenak, em Futuro ancestral (2022), confronta a ideia de uma humanidade separada do mundo vivo.
Antônio Bispo dos Santos, em A terra dá, a terra quer (2023), desenvolve a confluência e critica formas de existência organizadas pela mercantilização e utilidade, propondo relações nas quais diferenças podem coexistir sem se tornar iguais. (RIAUFPA)
Talvez tempo livre precise servir justamente para:
imaginar além da imaginação que herdamos.
Um rio recuperado.
Uma floresta maior.
Idosos menos isolados.
Crianças brincando sem transformar tudo em desempenho.
Arte sem obrigação de monetização.
Ciência aberta.
Tempo para outro Ser.
Tempo para o bioma.
Tempo para perguntar.
Para onde irá a atenção liberada?
Essa é a grande pergunta do Blog 12.
A política pode criar condições materiais.
A economia pode deixar de exigir crescimento baseado em excesso.
A IA pode devolver tempo.
A educação pode aumentar diferenciação emocional.
A tecnologia pode ampliar percepção.
A religião pode oferecer linguagens de transcendência.
Mas nenhuma delas deveria responder:
quem você deverá Ser.
Porque:
Corpo-Território é nossa unidade de Ser.
E:
Recortamos para aprender, não para Ser.
Se as máquinas nos devolverem tempo, nossa responsabilidade não será apenas impedir que alguém o ocupe novamente.
Será algo ainda maior:
criar condições para que cada Corpo-Território encontre percepções que ainda não teve, transcenda seus próprios ótimos locais e utilize o tempo recuperado para tornar mais possível a si mesmo, aos outros Seres e ao bioma do qual continua sendo parte.
Referências principais
ILO; WORLD BANK (2024). Buffer or Bottleneck? Employment Exposure to Generative AI and the Digital Divide in Latin America. ILO Working Paper 121.
Estima a exposição das ocupações latino-americanas à IA generativa e mostra que transformação tecnológica, infraestrutura e desigualdade precisarão ser consideradas conjuntamente. (International Labour Organization)
CEPAL; CENIA (2025/2026). Índice Latinoamericano de Inteligencia Artificial 2025.
Oferece o panorama regional mais recente sobre adoção, capacidades, governança e desigualdades relacionadas à IA em 19 países latino-americanos e caribenhos. (CEPAL)
VALENZUELA, S. (2024). Cuando los algoritmos son editores: Cómo las redes sociales, la IA y la desinformación alteran el consumo de noticias. Comunicación y Medios, 33(49), 186–191. DOI: 10.5354/0719-1529.2024.74976.
O pesquisador chileno discute como algoritmos passaram a participar da função editorial e da definição daquilo que adquire visibilidade no território informacional. (SciELO)
SALCEDO-DE-LA-FUENTE, R. et al. (2024). Las emociones en el proceso de aprendizaje: revisión sistemática. Revista de Estudios y Experiencias en Educación, 23(51), 253–271.
Pesquisadores chilenos mostram a importância das emoções na aprendizagem e oferecem base para tratar educação emocional como parte de uma sociedade voltada menos à repetição e mais à diferenciação. (SciELO)
CRAVO, A. M. et al. (2022). Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil. Science Advances, 8, eabj7205.
Mostra, acompanhando milhares de brasileiros, que a passagem subjetiva do tempo se relaciona às condições afetivas e vividas.
BUENO, F. D.; NOBRE, A. C.; CRAVO, A. M. (2024). Time for What? Dissociating Explicit Timing Tasks through Electrophysiological Signatures. eNeuro, 11(2). DOI: 10.1523/ENEURO.0351-23.2023.
Mostra que intervalos físicos iguais podem envolver processos neurais compartilhados e dependentes da tarefa, dialogando com a hipótese BrainLatam de que o tempo vivido depende do dinamismo daquilo que está sendo representado. (eNeuro)
CARVALHO, J. M.; MOREIRA-ALMEIDA, A. (2024). Existential meaning, spiritual unconscious and spirituality in Viktor Frankl. Journal of Religion and Health, 63, 31–45. DOI: 10.1007/s10943-023-01902-8.
Pesquisadores brasileiros revisitam Frankl para discutir sentido e espiritualidade sem reduzir a dimensão noética à adesão religiosa institucional. (PubMed)
ARIAS-HIDALGO, D. (2023). Perspective décoloniale pour penser le tourisme à Abya Yala: une approche de la notion bribri de “buen vivir”. Téoros, 42(1).
O pesquisador costa-riquenho trabalha uma perspectiva decolonial em diálogo com a noção Bribri de buen vivir, fonte de inspiração — e não equivalência — para a Prosperidade Bribri BrainLatam. (Tecnológico de Costa Rica)
ARROYO ARAYA, H. (2024). Sobre la noción de sufrimiento en la población indígena Bribri. Revista Reflexiones, 103(2).
Pesquisa construída em articulação com organizações Bribri mostra relações entre experiência individual, coletivo e ordenamento espaço-temporal, oferecendo contraponto a modelos que isolam o indivíduo de suas relações territoriais. (SciELO Costa Rica)
OSPINA-MATEUS, H. et al. (2023). Analysis in circular economy research in Latin America: A bibliometric review. Heliyon, 9, e19999.
Pesquisadores colombianos mostram o crescimento da economia circular como campo latino-americano interessado em superar modelos lineares de extração, produção e descarte. (PubMed Central (PMC))
MAXAKALI, I.; MAXAKALI, S. e colaboradores (2023). Trabalhos sobre memória, território e registros Tikmũ’ũn; continuidade do conceito Yãy hã mĩy apresentado na exposição Mundos Indígenas, UFMG.
Isael e Sueli Maxakali apresentam Yãy hã mĩy a partir da transformação e das relações Tikmũ’ũn; o Yãy hã mĩy Estendido empregado neste blog é uma extrapolação declaradamente BrainLatam, não uma tradução neurocientífica do conceito indígena. (UFMG Música)
KRENAK, A. (2022). Futuro ancestral. Companhia das Letras.
Oferece uma perspectiva indígena contemporânea que questiona a separação entre humanidade e mundo vivo e amplia aquilo que podemos imaginar como futuro. (RIAUFPA)
BISPO DOS SANTOS, A. (2023). A terra dá, a terra quer. Ubu Editora/Piseagrama.
Desenvolve confluência, contracolonização e circularidade como formas de pensar relações com terra e outros viventes para além da mercantilização da existência. (Google Books)
BANCO CENTRAL DO BRASIL (2025–2026). Drex / Piloto Drex.
Documenta a infraestrutura oficial atualmente desenvolvida pelo Banco Central; Drex Cidadão diário e Rendimento Bioma permanecem propostas conceituais BrainLatam. (Banco Central do Brasil)
BrainLatam (2026). Yãy hã mĩy Estendido.
Hipótese de aprendizagem corporal baseada em imitação, repetição, incorporação e posterior possibilidade de transcendência do repertório aprendido. (brainlatam)
BrainLatam (2026). Ótimos locais — quando uma crença funciona bem demais.
Utiliza o ótimo local como metáfora para repertórios eficientes que podem interromper a exploração de alternativas e transformar uma solução útil em redução perceptiva. (brainlatam)
BrainLatam (2026). Prosperidade Bribri.
Formula prosperidade como aumento da possibilidade de vida do Corpo-Território e do bioma, com produção de valor, circularidade e mínimo excesso, sem apresentar essa formulação como conceito oficial do povo Bribri.
BrainLatam (2026). Soberania da Atenção.
Propõe que liberdade em uma sociedade pós-trabalho não seja apenas possuir horas disponíveis, mas preservar capacidade de descobrir diferenças que Estado, mercado, religião ou algoritmos ainda não escolheram previamente para cada Corpo-Território.
A frase que agora resume melhor o Blog 12 é: “Máquinas podem nos devolver tempo; soberania da atenção é aquilo que pode impedir que devolvamos esse tempo ao mesmo ótimo local que já aprendemos a repetir.”