A próxima descoberta sobre o cérebro pode acontecer entre nós?
A próxima descoberta sobre o cérebro pode acontecer entre nós?
Imagine encontrar uma pedra que desperta uma memória dolorosa. Ela permanece imóvel, mas seu coração acelera, sua respiração muda e sua atenção se reorganiza. Agora imagine encontrar outra pessoa, capaz de perceber sua reação e responder a ela. O que realmente se transforma nesses encontros? E será que até a língua que utilizamos para descrevê-los participa das perguntas que conseguimos fazer?
Série especial BrainLatam | VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da UFABC — 2026
QUANDO UMA PEDRA MODIFICA O CORPO
Imagine alguém que viveu uma experiência aversiva associada a determinada pedra.
Anos depois, essa pessoa reencontra o objeto.
O coração pode acelerar.
A respiração pode mudar.
Os músculos podem ficar tensos.
A atenção se reorganiza.
Talvez surja uma vontade imediata de afastamento.
A pedra permanece materialmente semelhante. Entretanto, o encontro mobiliza relações entre percepção, memória, aprendizagem e fisiologia.
Pesquisas sobre processamento de ameaças mostram que estímulos associados a experiências anteriores podem desencadear respostas defensivas mesmo quando o perigo original está ausente.
O objeto não precisa mudar fisicamente para que o encontro participe de uma transformação importante no sujeito.
E o próximo encontro já poderá encontrar esse sujeito em outras condições.
A MESMA PEDRA NÃO É A MESMA EXPERIÊNCIA
Imagine agora uma ponta lítica associada à chamada tradição arqueológica Umbu.
Uma arqueóloga observa sua forma e possíveis técnicas de fabricação.
Uma criança pergunta quem a produziu.
Outra pessoa talvez reconheça nela algo relacionado a uma experiência familiar.
O objeto material pode ser o mesmo.
As relações que se estabelecem com ele, não.
Pesquisas brasileiras recentes, como as de Julia Mahamut Garcia e Marcio Augusto Uliana Macella, mostram que até as classificações arqueológicas de pontas líticas precisam ser reconsideradas diante de novas análises.
Não podemos atribuir sentimentos específicos a populações antigas sem evidências.
Mas podemos perguntar:
O que muda quando diferentes sujeitos encontram o mesmo objeto?
Talvez não seja a pedra. Talvez sejam as possibilidades de percebê-la, nomeá-la e agir diante dela.
O ENCONTRO NÃO PRECISA SER AGRADÁVEL
Na BrainLatam, temos desenvolvido uma proposição:
O encontro pode modificar a configuração do Corpo-Território que encontrará o próximo objeto, sujeito ou ambiente.
Essa transformação não precisa ser positiva.
Uma experiência pode ampliar habilidades.
Outra pode produzir aversão.
Uma conversa pode esclarecer uma dúvida ou reforçar um conflito.
Também existem encontros que não produzem mudanças duradouras detectáveis.
Na pesquisa científica, precisamos distinguir alterações momentâneas de modificações persistentes.
A hipótese autoral do Corpo-Território considera o sujeito inseparável das condições corporais e relacionais de sua experiência.
Isso nos convida a investigar não apenas o que foi percebido, mas quais condições se modificaram durante o encontro.
QUANDO O OUTRO TAMBÉM PODE RESPONDER
Agora substitua a pedra por outro sujeito.
Uma pesquisadora apresenta uma hipótese.
Outro pesquisador identifica uma variável que ela não havia considerado.
Ela responde.
Ele reconsidera sua interpretação.
Ambos podem sair da conversa com possibilidades diferentes das que possuíam antes.
No encontro entre sujeito e objeto, a pedra não precisa responder intencionalmente.
No encontro entre sujeitos, cada participante pode perceber e responder à resposta do outro.
Ezequiel Di Paolo e Hanne De Jaegher desenvolveram a perspectiva da produção participativa de sentido, na qual interações sociais podem participar da constituição de significados.
Isso não significa que duas pessoas tenham uma consciência única.
Significa que a relação também pode participar daquilo que cada uma conseguirá compreender e fazer depois.
SERÁ QUE NOSSA FRASE JÁ ORGANIZA O ENCONTRO?
Imagine descrever uma experiência:
“O homem encontra a pedra.”
No português, a ordem mais comum é Sujeito–Verbo–Objeto (SVO).
Primeiro nomeamos quem age.
Depois apresentamos a ação.
Finalmente, aquilo que participa como objeto.
Mas nem todas as línguas organizam a frase dessa maneira.
Em muitas variedades do quíchua, a ordem canônica é Sujeito–Objeto–Verbo (SOV).
Uma construção ilustrativa é:
Runa papata mikhun.
“O homem come batatas.”
O sujeito e o objeto aparecem antes do verbo.
A marcação gramatical, como o sufixo -ta, ajuda a identificar funções sintáticas.
A própria sequência pela qual apresentamos os participantes e a ação pode ser diferente.
O QUÍCHUA NÃO APRISIONA O VERBO
Precisamos evitar uma simplificação.
A ordem SOV é canônica em muitas variedades do quíchua, mas não significa que o verbo esteja obrigatoriamente no final de todas as frases.
Outras sequências podem ocorrer conforme foco, tópico e contexto discursivo.
A linguista peruana María Elena Sánchez Arroba investigou essas variações em variedades do sul do Peru.
Em 2024, a pesquisadora argentina Mayra Juanatey também analisou diferentes ordens em narrativas do quíchua de Santiago del Estero.
Essas pesquisas demonstram diversidade gramatical e discursiva.
Não demonstram que o quíchua produza uma consciência mais coletiva que o português.
A diferença linguística não estabelece superioridade entre modos de perceber o mundo.
Mas oferece uma oportunidade para investigar como a linguagem participa da organização da experiência.
E SE A LINGUAGEM PARTICIPAR DA PERCEPÇÃO?
Imagine ouvir uma frase incompleta:
“O homem encontra...”
Você já recebeu a ação, mas ainda espera seu complemento.
Agora imagine uma construção na qual sujeito e objeto apareçam antes do verbo.
As expectativas durante a compreensão podem seguir outra sequência.
Isso não significa que a gramática determine o pensamento.
Falantes de português também podem conceber relações antes de formular uma ação.
E falantes de quíchua não precisam pensar exclusivamente segundo a ordem canônica de sua língua.
A questão científica é mais específica:
Como diferentes estruturas linguísticas participam da atenção, da antecipação e da construção de significados durante a comunicação?
Na Ciência Colaborativa, diferentes línguas podem oferecer também maneiras distintas de formular perguntas sobre um fenômeno.
CONSCIÊNCIA 5D: O METABOLISMO DO ENCONTRO
Na hipótese autoral de Consciência 5D, propomos:
“Consciência é um movimento que se percebe Ser no metabolismo produzido.”
Utilizamos metabolismo em um sentido conceitual ampliado, incluindo movimentos de matéria e energia dentro do perímetro de sensibilidade de cada Corpo-Território.
Essa definição não substitui o significado bioquímico convencional.
Na experiência aversiva com a pedra, diferentes processos fisiológicos podem reorganizar-se rapidamente.
Não significa que todo o metabolismo tenha sido literalmente substituído.
Significa que a configuração corporal da experiência pode mudar.
A alostase oferece instrumentos científicos para investigar ajustes diante de demandas ambientais.
Nossa hipótese pergunta como essas mudanças participam das condições em que o sujeito continuará percebendo-se Ser.
O encontro não entrega apenas uma informação: pode modificar as condições corporais e relacionais do próximo encontro.
O CÉREBRO NÃO RESPONDE A UM CONTEXTO VAZIO
Em 2026, Devon Stoliker e colaboradores publicaram na revista Nature um estudo envolvendo atividade cerebral durante experiências com psilocibina.
Os participantes foram avaliados em condições distintas, incluindo música, meditação, filme e repouso.
Os pesquisadores encontraram padrões cerebrais sensíveis ao contexto experimental.
Esses resultados pertencem às condições específicas estudadas.
Não comprovam a Consciência 5D nem autorizam generalizações sobre todos os encontros.
Mas reforçam uma pergunta metodológica:
Quanto daquilo que medimos depende também da experiência que acontece enquanto medimos?
O contexto pode participar da organização dos sinais cerebrais observados.
Por isso, compreender uma medida exige considerar suas condições de produção.
QUANDO A UFABC LEVOU A CIÊNCIA PARA A SALA DE AULA
Em 2018, Guilherme Brockington, Joana Balardin, Guilherme Zimeo Morais, Roberto Lent, João Ricardo Sato e colaboradores investigaram o uso de fNIRS em situações educacionais.
Entre as demonstrações estavam uma interação entre professora e criança, uma aula universitária e uma atividade de astronomia.
O estudo aproximou neurociência, educação e tecnologia.
Não demonstrou que a aprendizagem pudesse ser integralmente medida pela oxigenação cortical.
Demonstrou possibilidades de investigar processos em situações mais próximas das experiências cotidianas.
Quando diferentes disciplinas se encontram, não surgem apenas novas respostas. Podem surgir novas perguntas e métodos para investigá-las.
Essa também é uma transformação possível da configuração de um sistema científico.
UMA DESCOBERTA QUE ATRAVESSOU A AMÉRICA LATINA
Em 2026, o estudo LatAm-FINGERS reuniu pesquisadores de onze países latino-americanos para investigar intervenções relacionadas ao declínio cognitivo.
A colaboração precisou considerar diferentes condições sociais, institucionais e culturais.
O ensaio encontrou maior melhora em indicadores cognitivos no grupo de intervenção estruturada, em comparação ao aconselhamento flexível.
Não demonstrou prevenção definitiva de novos casos de demência.
Mas mostrou a possibilidade de produzir conhecimento experimental por meio de uma colaboração regional.
A diversidade territorial não precisou desaparecer para que resultados científicos comparáveis fossem produzidos.
Cada instituição trouxe experiências, participantes e condições próprias.
O encontro entre essas perspectivas tornou possível uma investigação multicêntrica.
QUANDO UMA PERSPECTIVA MUDA O EXPERIMENTO
Imagine uma equipe estudando respostas a estímulos visuais.
Uma pesquisadora observa os sinais cerebrais.
Outra pergunta sobre a respiração.
Uma terceira identifica uma condição de iluminação.
Alguém familiarizado com os participantes apresenta uma interpretação cultural que não havia sido considerada.
Talvez o próximo experimento precise ser diferente.
Isso não garante uma descoberta.
Mas pode modificar perguntas, controles e procedimentos.
Na BrainLatam, representamos Artinis & NIRx, em tecnologias fNIRS, e Brain Products, em EEG.
Esses instrumentos permitem investigar dimensões diferentes da atividade cerebral.
Outras medidas podem acrescentar informações sobre coração, respiração e comportamento.
Nenhum instrumento, isoladamente, registra o significado completo de um encontro.
A colaboração também precisa reconhecer seus limites.
JIWASA: O ENCONTRO NÃO EXIGE CONCORDÂNCIA
Na BrainLatam, utilizamos Jiwasa para propor agência compartilhada sem apagar a singularidade.
Uma pesquisadora pode discordar de outra.
Uma comunidade pode contestar uma interpretação científica.
Uma estudante pode identificar uma pergunta que ninguém havia feito.
A colaboração exige condições para que essas diferenças sejam examinadas.
Não significa aceitar qualquer hipótese sem evidências.
Significa preservar possibilidades de contestação, revisão e aprendizagem.
O encontro entre sujeitos pode modificar o sistema sem exigir que os sujeitos se tornem iguais.
Talvez essa seja uma das maiores possibilidades da Ciência Colaborativa: transformar perguntas e relações preservando diferentes maneiras de perceber e Ser.
O PRÓXIMO ENCONTRO AINDA NÃO ACONTECEU
Retorne à pedra.
Para alguém, ela pode despertar uma memória aversiva.
Para outra pessoa, uma pergunta arqueológica.
Para uma terceira, talvez seja apenas uma pedra.
Agora imagine essas pessoas encontrando-se.
Uma apresenta sua experiência.
Outra compartilha conhecimentos.
Alguém formula uma pergunta inesperada.
E talvez até a língua utilizada para descrevê-la participe de novas possibilidades de interpretação.
O VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da UFABC oferece uma oportunidade concreta para encontros entre diferentes perguntas, métodos e experiências.
Não sabemos antecipadamente quais produzirão descobertas.
Mas podemos investigar as condições que tornam esses encontros possíveis.
Se cada encontro pode modificar a configuração de um Corpo-Território e das relações de um coletivo, quantas descobertas permanecem esperando por sujeitos, objetos, línguas e territórios que ainda não tiveram a oportunidade de se encontrar?
Jiwasa: a possibilidade de Ser muitos sem que cada um precise deixar de Ser.
Sobre esta série
Este artigo encerra a série especial da BrainLatam, patrocinadora do VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC), previsto para 16 a 19 de novembro de 2026, em São Bernardo do Campo.
Ao longo da série W45/2026, investigamos relações entre cérebro, organismo, metabolismo, comportamento, sistemas complexos, educação, neurotecnologias, ambientes, democracia e Ciência Colaborativa.
A BrainLatam representa Artinis & NIRx, em tecnologias fNIRS, e Brain Products, em EEG, contribuindo para aproximar instrumentos e possibilidades de pesquisa em neurociência na América Latina.
Os conceitos de Corpo-Território, Consciência 5D, Jiwasa e Estado-Jiwasa pertencem ao desenvolvimento conceitual autoral da BrainLatam e não representam necessariamente posições dos pesquisadores ou organizadores do simpósio.
Evento oficial: https://www.even3.com.br/viii-simposio-em-neurociencia-e-cognicao-da-universidade-federal-do-abc-761401/
Referências — Uma segunda leitura do blog
1. Experiências aversivas podem modificar o processamento sensorial e as respostas a estímulos associados a ameaças.
Fleming, L. L.; Harnett, N. G.; Ressler, K. J. (2024). Sensory alterations in post-traumatic stress disorder. Current Opinion in Neurobiology, 84, 102821.
A revisão investiga relações entre experiências traumáticas e processamento sensorial. Não significa que toda memória aversiva configure transtorno de estresse pós-traumático.
https://doi.org/10.1016/j.conb.2023.102821
2. Uma mesma categoria de artefatos arqueológicos pode reunir objetos com características diferentes, exigindo revisão das classificações.
Garcia, J. M.; Macella, M. A. U. (2025). A coleção de pontas líticas lascadas do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História: morfometria e espacialização. Revista de Arqueologia, 38(3), 66–101.
O estudo da Universidade Estadual de Maringá investiga 53 pontas líticas e discute a diversidade de artefatos anteriormente associados à tradição Umbu.
https://doi.org/10.24885/sab.v38i3.1289
3. O encontro entre sujeito e objeto pode ser interpretado como produção relacional de significados, sem exigir transformação física do objeto.
Cionek, J. (2026). Dados não são significado. BrainLatam.
O ensaio desenvolve a hipótese autoral de que o encontro pode modificar os significados atribuídos ao objeto e as possibilidades de ação e interpretação do sujeito.
https://brainlatam.com/blog/dados-nao-sao-significado-8571
4. As interações entre pessoas podem participar da construção de significados, em vez de apenas transmitir conteúdos previamente estabelecidos.
De Jaegher, H.; Di Paolo, E. (2007). Participatory sense-making: An enactive approach to social cognition. Phenomenology and the Cognitive Sciences, 6, 485–507.
Referência clássica da abordagem enativa da cognição social. O trabalho fundamenta a discussão sobre produção participativa de sentido, mas não comprova a hipótese de Consciência 5D.
https://doi.org/10.1007/s11097-007-9076-9
5. A ordem canônica do quíchua é frequentemente Sujeito–Objeto–Verbo, mas outras ordens podem aparecer conforme as necessidades discursivas.
Sánchez Arroba, M. E. (2007). Basic order and marked orders in South Peruvian Quechua. Lengua y Sociedad.
A pesquisadora da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, analisa diferentes sequências sintáticas e suas relações com foco, tópico e organização discursiva.
https://revistasinvestigacion.unmsm.edu.pe/index.php/lenguaysociedad/article/view/26514
6. A organização das palavras em variedades do quíchua também depende de fatores pragmáticos e das relações entre frases.
Juanatey, M. (2024). Word order variation in discourse in Santiago del Estero Quichua. Nueva Revista del Pacífico, 81, 283–317.
A pesquisadora argentina investiga variações na ordem dos constituintes em narrativas do quíchua de Santiago del Estero.
https://revistasdp.upla.cl/index.php/NRP/article/view/1313
7. A marcação gramatical de objetos pode permitir maior flexibilidade na ordem das palavras, inclusive em variedades bilíngues do quíchua.
Typological Shift in Bilinguals’ L1: Word Order and Case Marking in Two Varieties of Child Quechua. (2021). Languages, 6(1), 42.
O estudo compara variedades do quíchua do Peru e da Bolívia, analisando ordem das palavras, contato linguístico e marcação de caso, incluindo o sufixo -ta.
https://doi.org/10.3390/languages6010042
8. A organização cerebral pode apresentar diferenças relacionadas às condições contextuais em que uma experiência ocorre.
Stoliker, D.; Novelli, L.; Khajehnejad, M.; et al. (2026). Psychedelics align brain activity with context. Nature, 656, 936–947.
O estudo investigou atividade cerebral por ressonância magnética funcional e EEG em diferentes condições experimentais sob psilocibina. Seus resultados são específicos dessa investigação e não comprovam a Consciência 5D.
https://doi.org/10.1038/s41586-026-10910-z
9. A UFABC demonstrou a viabilidade de investigar sinais cerebrais durante interações educativas próximas das situações cotidianas.
Brockington, G.; Balardin, J. B.; Zimeo Morais, G. A.; Malheiros, A.; Lent, R.; Moura, L. M.; Sato, J. R. (2018). From the Laboratory to the Classroom: The Potential of Functional Near-Infrared Spectroscopy in Educational Neuroscience. Frontiers in Psychology, 9, 1840.
O estudo apresenta três provas de conceito com fNIRS em atividades educacionais, demonstrando possibilidades de investigação sem reduzir aprendizagem e significado a uma medida hemodinâmica.
https://doi.org/10.3389/fpsyg.2018.01840
10. A colaboração entre países latino-americanos pode produzir conhecimento científico por meio de protocolos compartilhados e adaptações culturais.
Crivelli, L.; Suemoto, C. K.; Sosa, A. L.; Lopera, F.; et al.; LatAm-FINGERS Study Group (2026). Multidomain lifestyle intervention for the prevention of cognitive decline in at-risk older adults in Latin America (LatAm-FINGERS): a single-blind, multicentre, randomised controlled trial. The Lancet, 408(10553), 417–429.
O ensaio multicêntrico encontrou maior melhora em medidas cognitivas no grupo de intervenção estruturada, sem demonstrar diretamente prevenção de novos casos de demência.
https://doi.org/10.1016/S0140-6736(26)01278-X
11. O estudo do cérebro em contexto oferece oportunidades para aproximar diferentes disciplinas, métodos e experiências.
UFABC (2026). VIII Simpósio em Neurociência e Cognição — O Cérebro em Contexto: Desafios Contemporâneos da Neurociência Interdisciplinar.
O evento permite diálogo entre pesquisadores e participantes interessados em compreender o cérebro em suas relações com comportamento, organismo e ambiente.
Nota científica e conceitual: Corpo-Território, Consciência 5D, Jiwasa e a concepção ampliada de metabolismo são formulações autorais da BrainLatam. Mudanças fisiológicas diante de memórias aversivas não demonstram a substituição literal de todo o metabolismo corporal. A estrutura SOV de variedades do quíchua não demonstra uma consciência mais relacional nem determina como seus falantes percebem o mundo. As investigações sobre processamento sensorial, linguagem, interações e atividade cerebral oferecem fundamentos para perguntas científicas, mas não validam diretamente essas formulações. O exemplo da pedra associada à tradição Umbu é hipotético e não atribui experiências emocionais específicas a populações arqueológicas.
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